segunda-feira, 15 de abril de 2013

A LIÇÃO DAS FORMIGAS



"Frágeis, pertinazes e prudentes, dão as formigas aos homens uma grande lição de sabedoria, vivendo em sociedade onde reina a harmonia e a paz."
                       
Emelly Tainara schnor



Quando conseguimos nos afastar por alguns momentos do corre-corre rotineiro e deixamos a selva de concreto de nossas cidades para nos aproximarmos mais da natureza, sua beleza e ordenação nos convidam a nos deleitarmos com um mundo de paz e serenidade e aprendermos muitas lições...
Falta-nos tempo para admirar o sol que se levanta para nos trazer o dia, espalhando sobre o céu cores belas e variadas. Sem nunca deixar de fazer seu percurso com constância e pontualidade, brilha ele até o momento de retirar-se, para ceder lugar à rainha da noite, a lua. E quando a abóbada celeste já está coberta com o noturno manto escuro, cintilam as preciosas estrelas, jamais se chocando umas com as outras, mantendo sempre impecável disciplina.
A mesma ordenação vemos refletida no reino animal: desde os maiores, passando pelos mais espertos, até os mais inofensivos, cada um manifesta um modo de vida regrado e uniforme, seguindo com retidão os impulsos de seus instintos naturais.
Pois é para admirar um humilde inseto que convidamos nosso leitor a deixar suas preocupações por uns instantes. 

Observemos as formigas, “ animais pequenos na terra que, entretanto, são sábios, muito sábios” ( Prov 30,24).
Apesar de não apresentar uma formosa figura, elas provocam encantamento pela perfeição de sua vida em sociedade. Não é raro uma criança, ao brincar no jardim de sua casa, encontrar um formigueiro e pisá-lo, ficando espantada por ver a quantidade de insetos que correm desesperados pela “ tragédia” sucedida... Quantos caminhos e galerias são descobertos debaixo da terra! Como um lugar tão diminuto serve de alojamento para tantas formiguinhas? E mais assombroso ainda é ver tudo tão bem organizado e dividido, havendo, até mesmo, repartições com câmaras e salões.


Ali vivem as formigas em completa harmonia, ajudando-se mutuamente. Muito raro é encontrar alguma sozinha, sempre marcham em conjunto na busca do alimento, formando verdadeiros cortejos. E é tal a união entre elas, que uma, ao passar ao lado da outra, nunca segue seu caminho sem parar para  “cumprimentar” sua companheira.
Chama também a atenção a pertinácia com que estes miúdos insetos desempenham seus trabalhos: independente do tamanho e do peso dos alimentos – muitas vezes superiores à sua estatura -, nunca desanimam ou desistem, seguindo sempre adiante, com ímpeto  e rapidez.

Se pensamos nas desordens e extravios existentes no mundo dos homens, desconhecidos no universo das formigas, é possível que sintamos tristeza. E com razão, pois estando o homem dotado de inteligência e vontade, possuindo um forte instinto de sociabilidade que lhe dá o anseio – até mesmo a necessidade – de conviver com os outros, e contando ainda com o auxílio da graça, por que vemos tanto egoísmo e violência na sociedade.
Ah... se o homem se lembrasse mais do Criador de todas estas maravilhas, seus instintos ficariam mais ordenados! Se amasse ele a Deus sobre todas as coisas e ao próximo segundo o amor que Ele tem por cada um(cf.Jo 13, 34).

Como seria diferente o mundo no qual vivemos!
A isso nos convida a imagem da tenaz formiguinha carregando o seu pesado fardo. Pois não é verdade que ela faz lembrar Nosso Salvador subindo ao alto do Calvário carregando com o peso dos nossos pecados, sem demonstrar uma fimbria de cansaço ou desânimo?
Não é sem razão que Escritura aconselha a dirigirmos nossa atenção a este humilde inseto: “ Vai, ó preguiçoso, ter com a formiga, observa seu proceder e torna-te sábio: ela não tem chefe, nem inspetor, nem mestre: prepara no verão sua provisão, apanha no tempo da ceifa sua comida” ( Pr 6,6-8).
Contudo, não devemos restringir este conselho tão Sá às nossas labutas físicas e terrenas, mas, sobretudo, às espirituais, que tangem ao serviço da Santa Igreja para a implantação do Reino de Cristo em todo o orbe da Terra.

Apoiando-nos somente em nossas próprias forças, porém, jamais alcançaremos a meta. Para atingi-la. Devemos recorrer às armas da oração com a mesma pertinácia das formigas, pois é por meio das graças através dela obtidas que nos advirá a fortaleza necessária para abandonarmos o caminho do egoísmo e abraçarmos o da virtude. Só assim estabelecerá de novo a paz, a benquerença e a harmonia entre os homens.

FONTE: 
REVISTA ARAUTOS DO EVANGELHO



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MÚSICA 'RARIDADE'

Boa tarde, pessoal! Hoje, trouxe uma linda música para vocês. Um abraço e até mais!